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Juventude faz debate sobre seus direitos

 

“Ei! Juventude! Rosto do mundo/ Teu dinamismo logo encanta quem te vê/ A liberdade aposta tudo/ Não perde nada na certeza de vencer”. Reunidos em um grande círculo, sob um céu azul e ensolarado, cerca de 90 jovens, cantavam e rezavam na abertura da “Tardes de Formação”, realizada no Anchietanum.

A atividade, que tinha por tema “Direitos Juvenis”, aconteceu no sábado, dia 20, e foi uma parceria da Pastoral da Juventude (PJ) Arquidiocesana, Anchietanum, Instituto Paulista de Juventude (IPJ)e o Centro de Capacitação da Juventude (CCJ). Esta formação aconteceu, também, na perspectiva da Semana da Cidadania, de 14 a 21, cujo tema foi “Juventude: Vidas pela vida” e trouxe o debate da redução da maioridade – “Pastorais da Juventude contra a redução da maioridade penal”.

Logo no início do encontro aconteceu uma apresentação sobre os direitos juvenis. O diretor do Centro Cultural da Juventude da Prefeitura de São Paulo, Alexandre Piero, destacou que o jovem deseja garantir a vida para toda a sociedade e que isso vai ao encontro do desejo de Jesus de garantir a vida, porém, não qualquer vida, mas a vida em abundância.

Sobre os debates da redução da maioridade penal, Alexandre destacou que deveria haver um “debate em prol da garantia da vida”. Para o diretor do centro cultural a maioridade penal representa uma redução de direitos quando, na verdade, deveria haver um cumprimento da integralidade do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Alexandre, que já foi coordenador da PJ, afirmou que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em outra ocasião, já se manifestou contra a redução da maioridade penal, pois esta opção, de querer punir, “não tem nada a ver com a construção do Reino”.

Para a coordenadora da PJ na Região Santana, Thalyta Amaral, o encontro quis mostrar que a juventude tem direitos e deve lutar por eles. A jovem, que também integra a equipe arquidiocesana de coordenação da Pastoral da Juventude, ressaltou que o tema da redução da maioridade penal, bem como a violência sofrida pela juventude é constantemente debatida pela Pastoral.

Thalyta informou que é mantido um grupo de trabalho denominado “A juventude quer viver”, que tem representantes das regiões episcopais e acompanha as demandas da juventude. Para a jovem, a redução da maioridade penal não é solução, pois é preciso tratar as causas da violência e não, apenas, seus efeitos.
Para a realização das atividades, foram feitas quatro oficinas temáticas, nas quais os jovens debateram os temas mais relacionados ao dia-a-dia da juventude e os seus direitos em relação à educação, direitos humanos e segurança, cultura e mobilidade humana.

Thalyta ressaltou que para a PJ a juventude está sempre em pauta e que o tema da Campanha da Fraternidade, que este ano debateu a juventude, vai acompanhar os debates da Pastoral até o Dia Nacional da Juventude.

Vanessa Corrêa, assessora de imprensa e pastoral do Anchietanum, destacou que as “Tardes de Formação” acontecem desde o ano passado e que, por ocasião da Semana de Cidadania, a tendência é casar os dois temas e abordar de uma forma mais ampla. A assessora informou que essa atividade foi a primeira do ano, porém haverá outras.

 
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