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"São Paulo vai acolher o mundo", diz padre responsável pelo
voluntariado na Pré-JMJ SP

Padre Marcelo Quadro fala, em entrevista, sobre a acolhida dos peregrinos

Da Redação
29/05/2013

Padre Marcelo Quadro, responsável pela Comissão Central de Voluntariado

“Essa é a única igreja de São Paulo que tem o diabo no presbitério”, brinca padre Marcelo Maróstica Quadro, 45 anos, apontando uma imagem de São Miguel Arcanjo no altar da paróquia Cristo Rei, no bairro do Tatuapé, na zona leste da capital paulista. A imagem, que mostra o arcanjo pisando a cabeça do demônio, compõe um altar todo de madeira esculpido pelo alemão Franz Heise entre os anos de 1953 e 1976.

Com essa colaboração estrangeira na história da paróquia onde ele está há quatro anos e sendo neto de italiano, Padre Marcelo é o responsável pela Comissão Central do Voluntariado da Semana Missionária da Arquidiocese de São Paulo. Evento que deve acolher jovens de pelo menos 49 nacionalidades entre os dias 16 e 20 de julho, antes de irem para a Jornada Mundial da Juventude com o Papa Francisco, no Rio de Janeiro, de 23 a 28 do mesmo mês.

“São Paulo vai abraçar e acolher o mundo nessa Semana Missionária”, disse o padre em entrevista ao site da Pré-JMJ SP, na sala dele, na manhã da sexta-feira, 24 de maio. A preocupação dele e todos os envolvidos na organização é dar a melhor acolhida possível aos cerca de 30 mil peregrinos que são esperados.


— Padre, como está o trabalho de voluntariado para a Semana Missionária?

Eu acho que algumas paróquias já deram alguns passos. Acho que a grande maioria ainda está no primeiro passo, que foi a convocação das famílias pra hospedagem. A partir de agora, realmente, as paróquias vão fazer a convocação para as equipes. Porque são muitas equipes para uma Semana Missionária. Desde equipe de logística, que vai acompanhar os jovens peregrinos, às equipes de liturgia, de cozinha, de acolhida... Nós vamos precisar de muita gente.


— Tem alguma área que é o maior desafio e que vai precisar de mais voluntários?

Acho que a primeira, a mais difícil, mas que houve uma adesão positiva foi a própria questão da hospedagem. As famílias responderam positivamente. Agora, acho que a gente tem que ter uma preocupação. Porque a Semana Missionária não é apenas uma semana de turismo. Pelo contrário. É uma semana marcada por três eixos: da espiritualidade, da solidariedade e da cultura. Então, temos que formar as equipes que serão responsáveis por esses três eixos. Possibilitando, tanto aos peregrinos, como aos jovens das nossas comunidades a vivenciarem a Semana Missionária na sua proposta e nos seus objetivos.


— Qualquer pessoa pode ser voluntária?

Nós temos alguns critérios. Por exemplo: critério de idade. O voluntário tem que ser maior de dezoito anos. Mas temos dois campos para o cadastro de voluntários. O primeiro é a própria paróquia, chegar à paróquia, conversar com o padre, procurar a equipe responsável pela Jornada, pela Semana Missionária e fazer seu cadastro. E o outro é através do site da Pré-Jornada, onde temos um cadastro para os voluntários. Aí, a Secretaria Executiva da Semana Missionária encaminhará para a paróquia ou para a Região Episcopal, ou para a Arquidiocese, dependendo de onde a pessoa gostaria de estar ajudando. São esses dois campos: via site ou diretamente na paróquia.


— É indispensável saber um idioma estrangeiro para ser voluntário?

Imagem de São Miguel Arcanjo na Paróquia Cristo Rei, na zona leste de SP.

Não. Porque são várias equipes. Acho que dentro das equipes pensadas vamos ter equipe de tradutores. E estes vão ter a missão de acompanhar o tempo todo os peregrinos. Mas outras equipes não têm a necessidade. Por exemplo: equipe de compra, de saúde, de cozinha. Vamos ter necessidade, sim, de tradutores, mas não é para todas as equipes, não.


— Mas como ficam as famílias que vão receber jovens da Croácia, por exemplo, e não falam nenhum idioma estrangeiro?

É realmente a experiência da acolhida. Muitos jovens que já participaram de outras jornadas fizeram essa experiência de não falar o idioma. Aí, realmente, vamos ter que usar nossa tradição italiana de falar com os gestos, de falar com as mãos para que a pessoa se sinta da melhor maneira possível. A família não precisa se preocupar em falar um idioma. Acho que um sorriso e um coração aberto são as atitudes fundamentais pra acolher o peregrino.


— Há uma estimativa de quantas pessoas deverão ser voluntárias na Semana Missionária, em São Paulo?

Nós ainda não fizemos esse levantamento. Mas cada paróquia, no mínimo, sem contar as famílias de hospedagem, deve ter por volta de 60 a 100 voluntários para essa Semana Missionária.


— A expectativa é receber quantos peregrinos?

Trinta mil jovens. Essa é a expectativa. Pelos últimos dados que tivemos na nossa Secretaria da Semana Missionária, nós já temos inscrição de jovens de 49 nacionalidades. Então, praticamente, São Paulo vai abraçar e acolher o mundo nessa Semana Missionária.


— Com gente de tanto lugar diferente, tem alguma orientação sobre o tipo de comida e tempero a serem servidos aos peregrinos?

Acho que sempre tem uma preocupação. Quando algum estrangeiro vem pro Brasil, ele quer experimentar uma comida típica. Acho que podemos pensar em oferecer algo típico da culinária brasileira, da culinária paulista. Mas sempre com aquela recomendação: tomar cuidado para que sejam alimentos leves, que não sejam alimentos pesados, porque os jovens estarão sempre em atividades. São essas as recomendações, principalmente nos dias em que vamos ter eventos nas Regiões Episcopais e na Arquidiocese. Comida leve, e sem bebida alcoólica. Essa é a grande recomendação que nós damos.

Altar em madeira do escultor alemão Franz Heise, na zona leste de SP

— Esse trabalho de voluntariado quebra um pouco a ideia de que, em grandes cidades, como São Paulo, as pessoas são individualistas e fechadas?
Eu tenho uma leitura da cidade de São Paulo, que eu faço há um bom tempo. São Paulo é uma cidade acolhedora. Acho que pela própria experiência, pela própria história da cidade que acolheu pessoas de várias nacionalidades, várias culturas, várias raças. Agora, o trabalho voluntário, realmente, ele desperta para uma atitude da solidariedade. Acho que acaba sendo um testemunho numa sociedade marcada pelo individualismo, onde nós temos medo de abrir a porta da casa para acolher alguém ou até para conversar com alguém. É um testemunho, realmente, de que é possível viver uma relação mais fraterna, uma relação mais amigável entre as pessoas.


— Os peregrinos ficarão espalhados por todas as regiões da capital. Isso exige uma atenção maior com a segurança?
Uma das equipes pensadas nós chamamos equipe da logística. É aquela que tem a responsabilidade de acompanhar os jovens nos seus traslados. Duas recomendações básicas: nunca andar sozinho, sempre em grupo, sempre com alguém da cidade, da equipe, da paróquia; e evitar horários e lugares que são perigosos na cidade, que nós conhecemos.


— Como deve ser o espírito de quem quer trabalhar como voluntário na Semana Missionária?

Uma preocupação da Comissão do Voluntariado é não preparar as pessoas apenas para questões práticas, sobre o que fazer. Mas despertar e alimentar a espiritualidade desses voluntários. E, para nós, o voluntariado acaba sendo uma experiência de viver as atitudes que marcaram a vida de Jesus. A questão do serviço ao outro, da gratuidade e da alteridade; do respeito ao outro, do acolher as diferenças. A nossa preocupação e nosso esforço é que o voluntariado realmente possa crescer nessa espiritualidade. Isso, realmente, é um sinal do testemunho do cristão que ama o próximo e acolhe em nome de Jesus.


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